curAtoriAL

2013
2013
2013
2013
2013
2013
2013
2013
2013
2013
2013
2013

2010. Centro Cultural Dannemann. São Félix, BA.
2010. Centro Cultural Dannemann. São Félix, BA.
2009. Escola São Paulo. São Paulo, SP
2009. Escola São Paulo. São Paulo, SP

Espaço Urbano. Escola São Paulo. São Paulo, SP.

Pintar ou desenhar paisagens foi por muito tempo a maneira que os artistas dispunham para registrar os locais em que moravam e as vivências de suas viagens. O gênero carregava um papel de documentação histórica e científica, além de suas implicações artísticas. Com o advento da fotografia e seu respectivo desenvolvimento, a pintura passou por diversas transformações  e a paisagem perdeu grande parte de sua função documental.

Desta forma, a paisagem ganhou novos significados e dimensões, pois passou a mostrar olhares menos objetivos e naturalistas, apresentando outras possibilidades  do artista lidar com o mundo em que vive. Nesta perspectiva, a paisagem revela não apenas a imagem de uma localidade, mas as reflexões, sentimentos, percepções e ações do artista perante o local onde vive ou viveu por um determinado tempo. Ou seja, o gênero paisagem, atualmente, aponta  muito mais para um registro da relação do artista perante o mundo, do que para um registro imagético do meio em que vive.

Utilizando-se de diversas técnicas, quatro artistas mostram trabalhos que estabelecem, cada um de sua maneira, uma relação com o meio urbano.

Letícia Larin apresenta imagens do centro da cidade de São Paulo, que mostram a confluência, pacífica ou não, dos diversos estilos arquitetônicos que povoam a região, como também revela a paisagem assumidamente irregular e um tanto caótica de grande parte da cidade.

Já Amanda Mei nos mostra uma cidade aparentemente muito menos real do que a apresentada nas demais obras da exposição, porém, ao determos o olhar em seus trabalhos  por um pouco mais de tempo, percebemos que as cenas  oníricas e surreais , inicialmente distantes da realidade, contêm muito mais afinidades do que se podia pensar com o nosso espaço urbano, que também pode se configurar obscuro, mecânico e condensado como o apresentado nas obras.

As imagens exibidas de Adriana Guivo são o produto final de um processo de  trabalho realizado em uma estadia na França, que consiste em escolher árvores de parques e passeios públicos, envolvê-las com fita de cetim e, em seguida, fotografá-las. Tais procedimentos ampliam a dimensão do diálogo entre o artista e a paisagem, pois a obra além de expressar a maneira como o espaço aflige o artista, revela as suas respostas no próprio meio, estabelecendo novas relações com  a paisagem do local e com os indivíduos que ali vivem.

Henrique Cesar nos mostra uma cena interna de um edifício, mais especificamente, de um corredor. Tal ambientação, não pode ser nomeada como um espaço urbano propriamente dito, pois não retrata edifícios, passeios públicos ou mobiliários urbanos. Porém, apresenta um espaço típico do desenvolvimento urbano. Os condomínios de apartamento desenvolveram novas categorias de espaço, pois seus corredores e áreas comuns não fazem parte do espaço público – da cidade em si – mas carregam muitos aspectos do meio público, podendo revelar ameaças e surpresas muito próximas das ocorridas nas ruas.

Tomás Toledo

http://www.escolasaopaulo.org/exposicoes/exposicoes-1/exposicoes-realizadas-1/espaco-urbano-1/

2006. Estúdio Quinn. São Paulo, SP.
2006. Estúdio Quinn. São Paulo, SP.
2005. Galerie Gauche. École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, ENSBA, Paris, FR.
2005. Galerie Gauche. École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, ENSBA, Paris, FR.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s